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De Flam a Gudvanger pelo fjord

junho 17, 2010

Navegar por águas transparentes de intenso verde, cercadas por montanhas altíssimas com gelo em cima. Difícil ser mais bonito.

E ainda tem cachoeiras enormes e pequenas aldeias com casas coloridas.

São duas horas de barco, cansando os olhos com a beleza da paisagem.

O Sognefjord é considerado o “Rei de todos os fiordes”, não só porque é um dos mais profundos e mais largos do mundo. Tem 204 kilômetros da costa até o extremo interior e pode chegar a 1.300 metros de pronfundidade. Mas é também uma área protegida. Está incluído na lista do Patrimônio Mundial da Humanidade, da UNESCO.

Os fjordes foram esculpidos pelas diversas glaciações que ocorreram em nosso planeta nos últimos dois ou três milhões de anos. Originalmente, eram só pequenas gretas no maciço montanhoso, onde o gelo e a água foram se introduzindo pouco a pouco, até formar vales de grande profundidade. Os rios glaciais e a erosão do gelo deixaram feridas nas rochas.

As águas do degelo das montanhas fluem a grande velocidade, formando as cachoeiras. Ela penetra nas rochas, causando desmoronamentos. Em alguns locais, a água cria buracos redondos, conhecidos na região como caldeirões de gigantes (jettegryter).

Reza a lenda que esses caldeirões são usados à noite pelos Trolls para cozinhar.

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De trem penhasco abaixo

junho 15, 2010

A estação ferroviária de Oslo é uma boa demonstração do que fazem aqui em termos de mistura do antigo com o moderno. De um lado, tudo novo, em aço com portas de vidro e arte moderna, próximo à passarela que liga a estação à nova Ópera House.

Do outro lado, o prédio antigo, guardado pela enorme escultura de um tigre, que não chega a assustar.

Pegamos o trem para Myrdall, Noruega adentro, em direção à costa Leste. Na estação de Myrdall, embarcamos no Flamsbana o trem histórico que percorre a ferrovia mais inclinada do mundo: de uma altitude de 865 metros, até o nível do mar, em 20 quilômetros.

Dos dois lados do trem, avistamos cachoeiras incríveis, despenhadeiros, rios e pequenas casas coloridas que parecem penduradas nas montanhas, ainda com muito gelo.

No final da aventura, a pequena aldeia de Flam, à beira do Sognefjord, um dos fjordes mais longos e profundos na Noruega, nos aguarda com um belo almoço, feito com os peixes típicos da Escandinávia.

Bacalhau, salmão, arenque. Assado, defumado, cozido ou marinado. Molhos incríveis. E tudo isso, com vinhos deliciosos e um dia que não termina nunca. Céu claro, praticamente a noite inteira.